sexta-feira, 22 de maio de 2009

A FONTE PARA O SUCESSO

É fato que vivemos dias confusos, e uma significativa parcela do evangelicalismo moderno está vivenciando uma crise doutrinaria e teológica. Num cenário em que tantas opiniões pessoais querem ter a primazia, é preciso reporta-se às Escrituras que sempre tem a palavra final em qualquer questão.

Um dos pressupostos da Hermenêutica Reformada é a crença na inspiração e autoridade das Escrituras. Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus (II Timóteo 3:16,17). Toda a Escritura, portanto, é o sopro de Deus; é a própria vida e Palavra de Deus. Isto significa dizer que as Escrituras por serem divinamente inspiradas, não contém erros; sendo absolutamente inerrantes, verídicas em todas as suas afirmativas e, portanto, autoritativas quanto a todos os assuntos sobre os quais faz seguras afirmações. Esta verdade permanece inabalável em tudo o que ela diz sobre a salvação, valores éticos e da moral, bem como tudo aquilo que acontece na história e no mundo (Cf. II Pedro 1:20,21; note também a atitude do salmista para com as Escrituras no Salmo 119).

O sucesso de uma vida abençoada está em primar pela relevância e indispensabilidade da Palavra de Deus. Em dias confusos como os nossos, temos que nos volta para as escrituras e resgatar nossa confiança no seu ensino, a única que mediante o seu poder é capaz de transformar as vidas que não mais tem os valores éticos e morais como primordiais e necessários a uma vida com qualidade e agradável a Deus.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

NÃO CHORES!

E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade (Lc 7:11-17).

O marido desta mulher morrera primeiro e, agora, o seu filho único. Com essa mulher ia uma grande multidão, porem depois do enterro todos iam para suas casas e ela estaria só. Que situação! Jesus olhando viu a tristeza que se alojava dentro do seu coração e moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.

Quem sabe alguém da multidão que estava acompanhando a viúva, ou até mesmo dos que vieram com o mestre, pôde ter pensado que Jesus era um louco! Não dava para entender o porquê que Ele disse essas palavras, pois aquela pobre mulher tinha motivos de sobra para chorar, o seu único filho estava morto.

A lei natural estava sendo alterada, pois a lei normal é os filhos interarem os pais, mas o que nós vemos nessa passagem é totalmente o contrário.

Segundo a cultura judaica, filho é continuação da história de uma família e também bênção. Para aquela mulher a sua história estava acabada, morta não existia perspectiva de um futuro feliz.

Quando Jesus disse: não chore, Ele sabia o que estava fazendo. O problema é que nós só contemplamos o que está ao nosso alcance (aqui e agora) e aquela mulher estava vendo a dificuldade que seria viver sem marido e sem o seu filho. Mas Jesus já estava vendo o milagre, por isso foi preciso em suas palavras.

As palavras de Jesus não são vazias e lançadas ao ar, pois a Palavra dEle não volta vazia, mas tem uma missão especifica e para que todos entendessem o porque do “não chores” Jesus colocou a mão sobre o esquife e mudou o futuro daquela mulher.

Aonde Cristo coloca as mãos tem milagres. Você lembra: dos 5 pães e dois peixinhos, da orelha de Malco, da filha de Jairo, da sogra de Pedro, do cego do tanque de Siloé. Você lembra? As mãos do Senhor não estão encolhidas, para que não possa salvar.

A tua história ainda não acabou e a tua bênção não está num caixão morta, mas acredite a tua bênção está viva!

segunda-feira, 30 de março de 2009

DOUTRINA BÍBLICA

INTRODUÇÃO: Vivemos uma época em que as pessoas desenvolvem muitos maus costumes, muitos maus hábitos. Para orientar essas pessoas e manter uma boa postura social, a igreja deve pregar doutrina e bons costumes.


1. O QUE É DOUTRINA
É a declaração das crenças mais fundamentais dos cristãos. Aquilo em que cremos e que ensinamos.
É o ensino de Jesus (Mt 7.28; 22.33; 1 Tm 6.3), revelação de Deus ao homem (Jo 7.16,17)
É diferente de apenas conhecimento, pois contém poder, autoridade (Mc 1.22, 27).


2. POR QUE ESTUDAR DOUTRINA
· “A doutrina serve de alicerce para a vida cristã e de motivação para a atividade Cristã”. A nossa salvação, o nosso chamado, a nossa missão, as nossas atitudes como cristãos tudo isto é baseado no estudo das doutrinas bíblicas.
. Para combater os falsos ensinos. Para que os crentes não sejam levados “por todo vento de doutrina” (Ef 4.14).
· Para cumprir a missão da igreja: ensinar (Mt 28.19-20).
· Quando estudamos, aprendemos também a:
1. Desenvolver um senso crítico em relação ao que ouvimos (1Ts 5.21; At 17.10,11);
2. Combater os conceitos destorcidos da verdade, A Palavra de Deus, sejam nossos ou de outros (Tt 1.9);
3. Amadurecer no caráter cristão (Hb 5.11-14).
O estudo da Bíblia faz parte da história do movimento pentecostal. O avivamento pentecostal começou com estudantes da bíblia, em 1901, no Bethel Bible College, em Topeka, Kansas (Jan/1901). E em abril de 1914 foi realizada a primeira reunião de fundação do Concílio Geral das Assembléias de Deus. As razões para este concílio foram:
1. Atingir uma melhor compreensão e unidade de doutrina;
2. Conservar a obra de Deus
3. Cuidar dos fundos missionários
4. Unificar o nome da igreja
5. Formar uma escola de treinamento bíblico com uma divisão literária.

Hoje, a doutrina tem sido negligenciada nos púlpitos, nos livros e nos eventos da igreja.
A doutrina é o que diferencia o crente do idólatra; a igreja da seita.


3. O QUE NÃO É DOUTRINA
Doutrina não é igual a Costume
Doutrina bíblica é um ensino da Bíblia, normativo, terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé em Deus e de prática de nossa vida cristã e de ministério, para a igreja de Deus.
Os costumes são influenciados pela época, local e especialmente pelo clima e por tradições recebidas. O problema é a imposição de costumes para a salvação, sendo dada maior importância a costumes, tradições do que a Palara. Algo pode ser transmitido por tradição sem respaldo biblico, conforme Jesus mostrou: "E assim invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição" (Mt 15.6 - ARA). Existem pessoas que julgam certas determinadas tradições, não as examinam, conforme as Escrituras.
Os judeus, como qualquer povo, possuíam seus usos, costumes e tradições. Quando o Evangelho influenciou muitas vidas, os judeus queriam que as pessoas continuassem observando as cerimônias judaicas; estas eram impostas como condição à salvação. (At 15.1). Ocorre que a lei não dava justificação plena: At 13.39. O problema surge, quando damos maior valor aos costumes do que a palavra de Deus. Outro lado da questão é se os costumes entram em conflito com a palavra de Deus. Quando o evangelho chegou a vários lugares, ele foi o gerador de novos costumes.
Em relação aos costumes qual deve ser a atitude do cristão: A Bíblia responde: "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus" (1 Co 10.32). Quando uma pessoa recebe Cristo, é necessário que ela rompa com os ensinos que ele recebeu por tradição, se forem contrários aos princípios bíblicos. Paulo soube romper com a tradição, quando esta era conflitante com a Palavra de Deus. Os bons costumes devem ser para somar com a doutrina bíblica, a ética cristã e a moral evangélica. Há costumes bons e maus. A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram doutrina bíblica.
a) A doutrina é de origem divina, o costume é de origem humana.
b) A doutrina é imutável, o costume muda.
c) A doutrina é universal, o costume é local.
e) A doutrina é um princípio, o costume é um preceito.
f) A doutrina é verdade absoluta, o costume é uma verdade relativa.

A doutrina não é baseada na experiência humana, mas na revelação divina, apresentada na Bíblia. Cristãos experimentam mudança como resultado de acreditar na verdade sobre Jesus Cristo. A experiência é baseada na doutrina e não o contrário.

Palavras gregas usadas para doutrina: didache, didaskalia = ensino, instrução.


4.COMO DEVEMOS ESTUDAR DOUTRINA
1. Com oração, pedindo a Deus que abra os nossos olhos para podermos ver as maravilhas de sua lei (1 Co 2.14; Sl 119.18).
2. Com humildade. (1 Pe 5.5). Para evitar o orgulho, devemos associar o conhecimento ao amor (1 Co 8.1).
3. Com a razão. A fé não está desassociada da razão (1 Pe 3.15).
4. Com a ajuda de outros. Deus estabeleceu mestres na igreja (1 Co 12.28). Isso significa que devemos ler livros escritos por teólogos preparados. Conversar com outros cristãos sobre teologia é também uma excelente maneira de conhecer mais sobre Deus.
5. Com zelo. O estudo precisa ser aplicado, dedicado, para ultrapassar a superficialidade e alcançar maior profundidade do conhecimento da Palavra. (2 Tm 2.15).


OBRAS CONSULTADAS:
ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997.

SILVA, Antonio Gilberto da. Manual de Escola Dominical, Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

RYRIE, Charles. Como Pregar Doutrinas Bíblicas. São Paulo: Mundo Cristão.

MENZIES, William W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD.

segunda-feira, 9 de março de 2009

AS BODAS EM CANÁ

E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. E foram também “convidados Jesus e os seus discípulos” (Jo 2:1,2). Sabemos que sempre é assim em festa de casamento, convidamos duzentas pessoas e aparecem seiscentas. Casamento em Israel era uma celebração que duravam dias, pois significava o enlace de duas famílias. Vinha gente de todo o lugar. Era uma festança! Logo faltou o vinho na festa e a mãe de Jesus ficou preocupada. O esposo deve ter se envergonhado ao receber a notícia do mestre-sala que o vinho teria acabado. A tristeza estava querendo ganhar espaço, só que ela se esqueceu que estava ali de penetra, pois não tinha sido convidada, mas Jesus foi convidado (v. 2) e sendo assim, não haveria lugar para tristeza. Festa e tristeza não combinam, mas Jesus combina com festa. Aliás, ele disse que veio para que a nossa vida fosse uma festa (Jo 7:38), e é uma festa maravilhosa porque não depende do que acontece do lado de fora, mas do lado de dentro da gente. A marca da nossa vida cristã é essa alegria da salvação.

Eu aprendo muito quando leio essa passagem do capitulo 2 do evangelho segundo escreveu João, pois vejo algo maravilhoso no versículo 3 quando a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Às vezes o vinho acaba. Vinho simboliza “alegria” e muita vezes a alegria acaba no casamento, no trabalho, na família e na alma e sobra somente água que é algo que não tem cor e nem gosto.

Existem muitas pessoas vivendo uma vida sem cor e sem sabor porque o vinho acabou quando menos se esperava.

A alegria pode ir embora por motivos diversos: pecado, sofrimento, decepção e etc. Não importa o motivo, a única forma de vê-la restaurada em nossas vidas é procurar Jesus, só Ele pode reverter o quadro.

É preciso abrir o coração. Não importa se a culpa pela tristeza é ou não sua.

Quando a tristeza chegou na vida de Adão ele se escondeu. Ao invés de imitarmos a Adão, que fugiu, temos um exemplo melhor para imitar o de Maria, que foi procurar a Jesus no momento em que o vinho acabou. No versículo 4 Jesus diz: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Não devemos nos assustar com a forma que Jesus respondeu a sua mãe, na cultura em que eles viviam não era falta de educação usar essas palavras que Jesus disse a Maria.

Maria sabia que Jesus ia fazer algo, tanto é que ela falou aos empregados para fazer tudo o que Ele mandasse (v. 5), ela conhecia Jesus e com certeza conhecia também aquele coração inundado de amor e compaixão pelos necessitados.
Em outras palavras ela estava dizendo fiquem perto dele, não tirem os olhos dele, pois a qualquer momento ele vai mudar a situação.Naquela festa havia muitos necessitados de um milagre de Jesus.


Os discípulos: Até aquele dia eles nunca tinham visto os milagres que Jesus era capaz de operar, pois eles foram atraídos pelo poder maravilhoso das palavras de Jesus que eram curtas, precisas, terríveis e cheias de refrigério, porém os seus olhos necessitavam contemplar os milagres.


Os empregados: Esses até então não estavam entendendo o porque que deveriam fazer tudo quanto ele mandasse, creio também que não entenderam o porque de carregar as talhas de água até o mestre-sala sendo que o necessário ali seria o vinho. Eles necessitavam de um esclarecimento.


O mestre-sala: Ele necessitava entender o que aconteceu, pois pensava que tudo aquilo era uma estratégia do noivo.


O noivo: Coisa triste é você fazer planos e se esforçar por eles e ver tudo indo por água abaixo. Jesus não gosta de envergonhar ninguém e muito menos deixar na mão nas horas mais difícil. O noivo não esperava um milagre, mas Jesus opera na hora certa para que todos entendam que ele é o Cristo.


Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente (v. 7). Eu entendo que para que aconteça um milagre em nossas vidas é necessário obedecer. Eu vejo em algumas passagens da Bíblia a parte divina somando com a parte humana.

As muralhas de Jericó (Js 6.20), a parte humana foi rodear a cidade, tocar as trombetas e gritar, a parte divina foi as muralhas caírem por terra.
A ressurreição de Lázaro (Jo 11.39-43), a parte humana foi tirar a pedra, a divina foi à ressurreição de Lázaro.

O milagre em nossas vidas é conseqüência da obediência ao Senhor.

Esse foi o primeiro milagre de Jesus (v. 11), e posso até dar um nome a esse milagre: “O milagre da transformação”.

Até hoje Ele continua transformando situações e pessoas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A MELHOR DECISÃO

A vida é feita de decisões que determinam sucesso ou fracasso, ganho ou perda, vitória ou derrota, enriquecimento ou empobrecimento, quer material, intelectual ou espiritual.
Durante nossa existência abrimos muitas vezes mão de muitas coisas principalmente em época de crise financeira de recessão e desemprego. Contudo podemos abrir mão de muita coisa, só não podemos é abrir mão das Bênçãos de Deus, pois o principal nesta vida é a Bênção de Deus. Existem pessoas que estão indo de mal a pior mesmo tendo bens, fazendas, carros importados e etc. Tudo isso sem a bênção de Deus torna-se em maldição, perturbação e dores.
O sábio Salomão dominado pela sabedoria divina escreveu: “A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores”. (Pv 10.22).
Josué (ou Joshua, do hebraico, Yeho shua ou Ye shua, significa "YHVH Salva" ou "YHVH é Salvação", Iesous na transliteração para o grego, e na forma latina, Jesus), de acordo com a Bíblia, é o nome do líder de Israel, sucessor do profeta Moisés. Filho de Num, da Tribo de Efraim, Josué foi ajudante de Moisés durante o êxodo dos israelitas do Egito e os 40 anos pelo deserto do Sinai. Depois da morte de Moisés, Josué liderou o povo de Israel na conquista das cidades da terra de Canaã. Sua liderança é narrada no livro que toma o seu nome, no qual pode-se destacar a tomada da cidade de Jericó entre os demais feitos ali relatados que também contaram com a intervenção divina seguidos muitas vezes de prodígios, como no relato em que o sol e a lua chegaram a parar durante a batalha.
No capitulo 24 Josué recorda tudo que Deus tinha feito e leva o povo a tomar a decisão de renovar a aliança com Deus.
“Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.(V.15).
“Disse então o povo a Josué: Não! Antes serviremos ao Senhor”.(V. 21).
Aquele povo era de batalha, valentes, destemidos, mas as vitórias só eram alcançadas quando eles decidiam largar os deuses estranhos que têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
Não adianta saber lutar e não ter as armas certas, ter força e não saber usa-la, está na batalha e não ser vencedor. Os vencedores são aqueles que tem consigo as bênçãos do Deus de Abrão, Isaque e Jacó.
Lembre-se: A vida é feita de decisões. Decida servir a Deus Hoje! E a bênção do Senhor fará a diferença estando você no deserto ou no manancial, no campo ou na cidade, no cárcere ou no palácio. A diferença não está em quanto você ganha, nem onde você está, mas sim com quem você está. Decida-se está com o Senhor Jesus. Pedro só teve uma pesca maravilhosa quando Jesus entrou dentro do seu barco. Pedro tinha o barco, mas lhe faltava a bênção, mas ele decidiu colocar a bênção dentro do seu barco.
Jairo tinha uma casa, mas dentro da casa desse chefe da sinagoga tinha muito desespero, aflição, choro e morte, mas quando ele decidiu abrir a porta para Jesus sua casa foi abençoada.
Abra a porta para Jesus, pois essa é a melhor decisão que você pode tomar hoje!

HOJE OU AMANHÃ?

Quando lemos esta passagem que fala sobre A PRAGA DAS RÃS (Ex 8. 1-15) a impressão que nos dá é que faraó na realidade não estava tão preocupado assim. Quando Moisés foi chamado por faraó, Moisés lhe perguntou: "...quando é que hei de rogar por tí, pelos teus oficiais e pelo teu povo, para que as rãs sejam retiradas..." (v9). Mas o absurdo aconteceu: Faraó um líder, um homem de guerra experimentado, acostumado a livrar-se de problemas sabiamente, deu com certeza a resposta mais insensata de sua vida.....”Ele respondeu: Amanhã. Moisés disse: Seja conforme a tua palavra..." (v. 10). Faraó, com toda a sua riqueza, com toda a sua glória e intelectualidade decidiu ter rãs por mais um dia, resolveu ficar na lama por mais um tempo, imagine durante alguns dias as rãs invadindo por sobre as camas, a cozinha, as panelas, o fogão, o berço da criança, etc....Não tem sido assim, através da história da humanidade? Quantas pessoas completamente cientes do buraco em que se encontram, completamente capazes de perceber que não tem mais saída, resolvem, ainda assim, por mais algum tempo, DEIXAR PARA AMANHÃ.
Josué, jovem, ainda sem muitos conhecimentos, disposto a aprender com as gerações que o antecedram, estava sendo dirigido pelo Espírito de Deus, e atendeu imediatamente ao chamado de Moisés.

A oração do homem de coragem deve ser assim, como era a de um outro grande líder: Neemias, um homem que através de sua ousadia e intrepidez no Espírito diante de Deus, mudou o rumo de uma nação. Neemias sabia da situação do seu povo e confessava: “Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juizos que ordenaste a Moisés, teu servo..." (Ne. 1:7).
Quando Neemias orou a Deus, quando ele quis receber ajuda de verdade, não pediu que Deus resolvesse o seu caso amanhã, ou depois: “Ah Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos a oração do teu servo e a dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido HOJE o teu servo e dá-lhe merce perante este homem....” (Ne. 1:11). Neemias foi um homem de coragem, um homem decidido, um homem simples, um homem que buscava o caráter de Deus.
Ouve-se sempre, ou le-se , a respeito de Moisés, de Josué, de Caleb, de Neemias e mesmo assim, as pessoas não saem do lugar. O ponto de partida serve apenas para alertar. “É apenas o ínicio”, tem-se agora é que prosseguir! O grande problema do corpo de Cristo, na Igreja, é que os cristãos, em sua maioria, aceitam a Jesus e acomodam-se: nunca saem do ponto de partida e consequentemente, não entram na corrida. Entrar na corrida não é se ocupar de tudo o que vier a mão para fazer, mas buscar, em primeiro lugar, a orientação do Espírito Santo de Deus. “... HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO ENDUREÇAIS O VOSSO CORAÇÃO...” (Hb. 3:15).
Não deixe para AMANHÃ O que Deus quer fazer em tí e para tí, HOJE ! A característica de um cristão verdadeiro É QUE ELE TEM UM CARÁTER DE VENCEDOR !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CONTEXTUALIZAÇÃO DO SALMO 126

O estudo, ora apresentado é sobre o Salmo 126 registrado na galeria dos salmos dos degraus. Este salmo é um louvor a Deus pela restauração e retirada do cativeiro, pois é um salmo pós-exílio. O povo estava experimentando a tão sonhada libertação, depois do cativeiro na Babilônia.

Contextualização
O Salmo 126 é um salmo pós-exílio, ele foi escrito após o cativeiro babilônico. Esse Salmo, que está contido nos cânticos cantados durante a peregrinação a Jerusalém (das subidas, dos degraus, de ascensão, entre outros subtítulos que aparecem na seção dos salmos 120-134), traz em si a síntese do passado e do futuro. Ele fazia parte da história do povo de Deus, a temática e a importância desse salmo na história do povo de Deus é que toda a síntese desse salmo vem refletir o sofrimento, as dores, as decepções, as provações que o povo de Deus na sua história de vida vivenciou, mas esse salmo também retrata o triunfo, a conquista, o cumprimento das promessas de Deus, a fidelidade para com o seu povo.
“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Nosso louvor e nossa alegria são motivados pelas grandes obras de Deus realizadas em nosso favor. Israel, o povo de Deus, confessou com alegria estas palavras. Pois o Senhor, por seu poder e misericórdia, fez grandes coisas por eles. Toda a história de Israel no AT mostra-nos os grandes atos de salvação realizados por Deus em favor do seu povo (êxodo, deserto, Canaã). Deus sempre foi fiel e bondoso para Israel. Mas Israel, por muitas vezes, respondeu ao Senhor com ingratidão e rebeldia. E o Senhor sendo justo, castigou o seu povo várias vezes por suas transgressões. Um dos castigos que Deus deu ao seu povo foi o cativeiro sob um povo estranho (Dt. 28.49,64). Dois principais cativeiros ocorreram na vida do povo de Deus por causa dos seus pecados: cativeiro assírio (722 a.C.) e babilônico (586 a.C.).
O Senhor castigava o seu povo a fim de levá-lo ao arrependimento e restaurar a comunhão com ele. No castigo, o Senhor lembrava-se da sua misericórdia. Ele agiu em favor do seu povo restaurando-lhe a sorte: derrotou os babilônios e libertou o seu povo do cativeiro (539 a.C.). Um homem chamado Ciro foi o instrumento usado por Deus para libertar o seu povo (Is. 44.28; 45.1-7). O povo de Deus voltou para Jerusalém e restaurou a cidade e o templo do Senhor que antes foram destruídos por causa do cativeiro.
O Salmo 126 se encaixa dentro desse contexto histórico. Os salmos expressam as emoções dos salmistas em relação a Deus e estão ligados a uma situação histórica. Quando o salmista confessa que o Senhor restaurou a sorte do seu povo ele está se referindo à libertação do povo do cativeiro babilônico e o seu retorno à Jerusalém. Não foi somente um retorno físico, mas um retorno espiritual (Deus presente no meio do seu povo a fim de ser adorado no templo em Jerusalém que representava presença de Deus). Esse salmo era cantado pelo povo quando subia o monte Sião a fim de adorar o Senhor no templo.O salmista que escreveu o salmo 126, reconhece com alegria a graça e a fidelidade de Deus para com seu povo (v. 1-3 ).
As nações testemunharam as obras de Deus em favor do seu povo (v. 2 b). O grande amor de Deus para com seu povo era visível a todos bem como a sua ira. No castigo, Israel era zombado e escarnecido pelas nações pagãs inimigas do povo de Deus. Mas o testemunho das nações no salmo 126 é sobre a misericórdia de Deus para com seu povo.
O que ocorre na vida de um povo que é abençoado por Deus? Este povo só pode ser um povo grato e cheio de alegria. Vejam a situação de Judá. Antes, sob o domínio de um povo pagão no cativeiro, não tinham alegria, mas tristeza. Poderiam encontrar alegria na Babilônia? Entoar um hino de louvor ao Senhor numa terra estranha como escravos? Salmo 137:1-4 expressa a tristeza dos exilados.
Nos versículos 5-6 o salmista na regência da vontade divina, banhado pela inspiração do Espírito ele resume toda a história desse povo com uma linguagem totalmente agrícola para expressar as agonias, o sofrimento, mas também a conquista, os frutos que eles colheram. O final do Salmo recupera uma idéia generalizada na antiguidade, de que o processo de semeadura era difícil e, por isso, triste. Semear dá trabalho. Enquanto se semeia, os pés e mãos se ferem, o corpo se cansa, o sol castiga.
Em algumas mitologias antigas, a idéia de morte está presente na semente sepultada sob a terra. Semear é um tempo de dor. Mas a visão dos campos floridos, dos frutos amadurecidos compensa tudo. A lágrima não foi desperdiçada: ela regou a colheita. A restauração tem frutos como resultado. Ela é sempre um processo frutífero, por mais dolorido que seja. Por isso, é possível ver sorrisos onde antes havia lágrimas.É isso que vemos no contexto do salmo 126, um quadro totalmente diferente: a tristeza deu lugar à alegria. Agora poderiam tocar suas harpas e cantar salmos de louvor ao Senhor em Jerusalém, pois o Senhor lhes restaurou a sorte, fez grandes coisas por eles.

Conclusão:
O Salmo 126 nos mostra varias lições e ao mesmo tempo nos convida a redescobrir o sonho e a vivê-lo nas pequenas e grandes restaurações que Deus faz em nossa vida. A restauração tem frutos como resultado. Ela é sempre um processo frutífero, por mais dolorido que seja. É sempre fonte de alegria, de regozijo e de esperança.
Podemos nos lembrar todos os dias das restaurações que Deus tem operado em nossas vidas, assim como o povo poderia se lembrar de inimigos que se levantaram contra eles ao longo dos séculos: egípcios, assírios, filisteus, cananeus em geral, babilônios. Não faltaram oposições nem opressões ou exílios. Entretanto, a todo o tempo, Deus proveu livramento, consolo, milagres, sinais e a possibilidade de recomeçar, reconstruir e renovar a vida e a esperança. Por isso, o sofrimento ou dificuldade presente é sempre uma condição tanto de memória quanto de esperança. Sabemos o que Deus fez e cremos no que ele fará.
Mas infelizmente em nosso mundo hoje, temos perdido a capacidade e a dimensão do sonho. Vemos isso nas coisas mais simples do cotidiano. Observe apenas os jovens à sua volta: como tem sido difícil para eles sonhar! Antigamente, sempre havia facilidade em dizer o que a gente queria ser quando crescesse, pois eu falei isso varias vezes (sonhei). Mesmo que fosse impossível, o sonho existia. Hoje, infelizmente, quando se faz essa pergunta a um jovem pré-universitário, não é raro receber a triste resposta: “Ainda não sei”.

Fonte:
ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia do Obreiro. CPAD, 2005.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A BONDADE DE DEUS

Leitura: Sl 34.1-8
Bondade é ser benevolente, amável e ela é exercida em favor dos outros. Esta bondade pode se definir como “aquela perfeição de Deus que o mantém solícito para tratar generosa e ternamente todas as suas criaturas”.
Quando Deus criou a terra e os céus, viu que tudo era bom (Gn 1.10,12,18,21,25,31). Tudo o que Deus faz é bom; tudo o que Ele aprova pode ser considerado bom.
Deus não é somente o maior dos seres, mas o melhor. Deus é originalmente bom em si mesmo. As criaturas podem ser boas, mas a sua bondade é comunicada, não essencial. Em Deus a bondade é parte da sua natureza. Não há Deus sem esse atributo. Ele é bom essencialmente. Deus não depende de ninguém para ter bondade. Ele a tem em si mesmo. Sua bondade não é derivada, é própria. A bondade que os homens possuem lhes é comunicada, mas em Deus a bondade é essencialmente infinita. A sua bondade não muda, mesmo que os homens mudem de atitude para com ele. Como Deus é imutável na sua natureza, assim ele o é nos seus atributos. Deus não muda de atitude para conosco em sua bondade, a menos que a manifestação de qualquer de suas bênçãos seja condicional à obediência dos seus filhos. Mas, mesmo quando seus filhos o desobedecem, a sua atitude de repreensão é cheia de bondade. Deus não se mostra em ira com seus filhos. Na hora de ira, ele se lembra da sua bondade (Hc 3.2).
Tudo o que é bom vem de Deus (Tg 1.17). Ele é a fonte de todo o bem.
Deus é bom para todos (Sl 145.9). Dá a vida, a respiração, a chuva, etc (At 17.25; Mt 5.45; 1 Tm 6.17).
Até o homem pecaminoso, não regenerado, recebe as bênçãos da bondade de Deus. O interesse bondoso de Deus se revela no cuidado para o bem das suas criaturas. Naturalmente, a manifestação de sua bondade tem uma variação de grau de acordo com a capacidade das criaturas em receber essa bondade. Ainda que os crentes não sejam os únicos a receber a bondade de Deus, eles são os únicos a reconhecer e a manifestar uma apreciação adequada das suas bênçãos sendo agradecidos por elas, servindo ao Senhor, o que resulta em mais bênçãos ainda.
Deus é bom (Sl 34.8; 100;5 145.9; Zc 9.17), misericordioso (Ex 34.6; Ne 9.31; Sl 103.8) e gracioso (Fp 1.2; Cl 1.6; 2 Ts 2.16). Jesus declarou que só Deus é bom (Mt 19.17).
A bondade de Deus é notória na variedade de prazeres naturais providenciados para o deleite das Suas criaturas – cores, perfumes, sabores - “porque a terra está cheia da bondade do Senhor” (Sl 33.5).

Expressões da bondade de Deus: graça e misericórdia (Ex 33.19; Sl 23.6).
A Graça de Deus
Graça: favor imerecido. Deus nos dá o que não merecemos (Rm 11.6; Hb 4.16). Graça é um ato de amor para com o necessitado. Deus ama ao Seu Filho unigênito. Mas não existe o elemento graça nesse amor. Ninguém pode dizer que Deus trata Seu Filho com graça.
Deus também ama os anjos, mas isso tampouco pode ser considerado como graça. Por que não é graça o amor do Pai para com o Filho e o amor de Deus para com os anjos? A razão é que não há perdas ou faltas envolvidas. Há somente amor; não existe a idéia de graça. Somente quando há perdas e faltas, quando não existe maneira para resolvermos nossos problemas por nós mesmos, é que o amor torna-se real como graça. Visto que somos pecadores, somos os que têm problemas, e não temos como solucioná-los. Mas Deus é amor e Seu amor é manifestado a nós como graça.
Portanto, quando o amor flui no mesmo nível, ele é simplesmente amor. Mas quando ele flui para baixo, é graça. Paulo saudou a igreja em Corinto: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2 Co 13.13). O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus. Portanto, a Bíblia diz-nos que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça veio por meio de Jesus Cristo (Jo 1.17).

A Misericórdia de Deus
Misericórdia: benignidade manifesta aos que estão em aflição. Deus dá menos do que merecemos (Is 60.10; Hb 3.2). A misericórdia sempre pressupõe culpa. A criação toda foi afetada pela queda e está em estado de miséria e pecado, carente da misericórdia divina (Sl 145.8-9)
Deus é eternamente misericordioso, mas a manifestação da sua misericórdia só se entende após o aparecimento do pecado na queda. Há a misericórdia especial e esta diz respeito aos seres humanos caídos. Deus os ajuda e os socorre no meio de suas misérias por causa dos seus pecados.
Podemos definir misericórdia como ‘a bondade de Deus ou amor de Deus para com os que se encontram em miséria e angústia espirituais, sem levar em conta o fato de que eles a merecem. Olhando de um outro prisma poderíamos dizer que misericórdia é o fato de Deus deixar de nos dar aquilo que nós merecíamos receber (Lm 3.22)
O que justamente merecíamos Deus não nos dá, isto é, a punição. Quando dizemos que Deus é misericordioso, estamos dizendo que ele não nos trata segundo os nossos pecados. Ao contrário, ele nos perdoa, não colocando sobre nós a penalidade de nossas transgressões.
Misericórdia é para questões negativas, enquanto graça é para questões positivas. Misericórdia está relacionada com a condição presente, e graça está relacionada com a condição futura. Misericórdia fala da pobreza da nossa condição presente, e graça fala da condição radiante em que você será salvo no futuro.
O sentimento que Deus tem para conosco quando somos pecadores é misericórdia. A obra que Deus realiza em nós para fazer-nos Seus filhos é graça. Não ouso pedir a Deus que me ame nem ouso pedir-Lhe que mostre graça. Mas posso pedir misericórdia a Deus.
Efésios 2.4-5 diz: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos”. Paulo disse que Deus era rico em misericórdia por causa de algo. Esse algo é Seu grande amor com que nos amou. Sem amor não haveria misericórdia. Em que situação foi Ele misericordioso para conosco? Ele foi misericordioso para conosco quando estávamos mortos em nossos delitos. Aquilo teve a ver com nossa infeliz situação presente. Por estarmos mortos em pecados, Ele teve misericórdia de nós. Ele teve misericórdia de nós baseado em Seu amor por nós. Que acontece após a misericórdia? O versículo 8 prossegue dizendo-nos que Ele nos salvou pela graça. Portanto, a misericórdia foi-nos mostrada porque estávamos em uma situação de mortos em nossos delitos; então, a graça foi-nos dada para nossa salvação, indicando que recebemos uma nova posição e entramos numa nova esfera. Agradecemos a Deus porque não há somente amor e graça, mas também grandiosa misericórdia.
Em 1 Timóteo 1.13 Paulo diz: “A mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade”. Paulo explica aqui como obteve misericórdia. O fato de obter misericórdia tinha muito a ver com a história de sua vida.
Tito 3.5 diz: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou”. Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia origina-se no amor e termina na graça. Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos.
Romanos 11.32 diz: “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”. Por que Deus encerrou a todos na desobediência? Foi para que pudesse mostrar misericórdia a todos. Deus permitiu que todos se tornassem desobedientes e encerrou a todos na desobediência, não com o propósito de fazê-los desobedientes, mas a fim de mostrar misericórdia para com todos. Após ter mostrado misericórdia, Seu próximo passo foi salvá-los.
Existe um lugar na Bíblia que nos mostra claramente que nossa regeneração é proveniente da misericórdia. A Primeira Epístola de Pedro 1.3 diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. Toda a obra de Deus na graça foi planejada de acordo com Sua misericórdia em amor. Sua graça é dirigida por Sua misericórdia, e Sua misericórdia é dirigida por Seu amor. É segundo a Sua grande misericórdia que Deus nos regenerou para uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
Assim sendo, tanto a regeneração como a viva esperança estão relacionadas com a misericórdia. Por existir a misericórdia, existe a graça. Hebreus 4.16 exorta-nos a vir constantemente ao Senhor a fim de orar. Ao virmos orar diante do Senhor, recebemos misericórdia e achamos graça para socorro em ocasião oportuna.

A Paciência ou longanimidade
Há um sentido em que Deus é misericordioso com todos, pelo menos temporariamente. Por algum tempo Deus suporta os seus pecados e não os trata conforme eles merecem. Por esta razão, eles conseguem ter uma vida até suportável, a despeito de todas as suas ofensas ou indiferença para com Deus. Alguns teólogos chamam de paciência ou longanimidade divina (Ex 34.6; Nm 14.18; Sl 86.15; 103.8; 145.8; Jn 4.2; Na 1.3).
Na sua longanimidade, Deus espera e leva os homens ao arrependimento (Rm 2.4; 3.25; 9.22). Ele é tão bondoso para conosco que nos suporta e não desiste de nós, mesmo quando reiteradas vezes lhe desagradamos. Há, porém, um limite para isto.

Que Deus continuamente te abençoe.

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